24 de julho de 2011

Cursed - Rotten Sound

É quase sempre a mesma coisa: grindcore dos mais brutais, com qualidade para dar e vender. Deve ser unânime que esses caras são uma das melhores bandas do estilo no planeta. Meia horinha de CD já deixa um estrago permanente na cabeça. Ainda bem.





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Pois os finlandeses continuam afiados e soltando fogo para todos os lados. A fórmula é aquela clássica do grind: o maior barulho possível em músicas curtas. A maior delas – “Declare” - não chega a três minutos. E é só conferir faixas como “Alone”, “Self”, “Power”, “Plan”, “Terrified” e “Doomed” para ter muito medo da violência da banda.
Percebendo os títulos, aliás, notem que são todos compostos por apenas uma palavra cada, algo que acompanha a maior parte das canções da discografia do grupo. Outra coisa que continua imbatível é o esquema de praticamente emendar uma música na outra, sem dar folga para pensar em alguma coisa. Uma verdadeira muralha sonora que aflige os mais descuidados.
Lá no começo, falei que QUASE sempre é a mesma coisa. Dessa vez, algumas canções, como “Choose”, “Hollow” e a citada “Declare” fogem um pouco dos padrões da Rotten Sound, e até apresentam caráter experimental dentro do CD, mas têm seus méritos pelo som bem trabalhado.
Quanto à produção, a Rotten Sound manteve intacta a ótima qualidade de gravação. A guitarra e o baixo são peso puro, mas uma coisa que sempre admiro é a timbragem da bateria, que dá um punch poderosíssimo ao som do grupo. Tudo isso junto é demolidor.
Apesar dos bons momentos que o disco proporciona, não posso dizer que “Cursed” é o melhor trabalho dos caras. Parece ter faltado alguma coisa. Talvez mais sons velozes e diretos, e uma pitada criativa ainda maior no disco.
Ainda sim, é um álbum da Rotten Sound, sinônimo de boa podridão. E eles gostam de fazer videoclipes. Degustem dois aí debaixo sem moderação.
Rotten Sound – Cursed
Relapse Records – 2011 – Finlândia

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