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Como parte das comemorações do aniversário de 20 anos do histórico album Nevermind, está sendo lançado um show totalmente inédito que fez parte da tour do disco. Filmado no Teatro Paramount em Seattle, no Halloween de 1991, o show inclui muitas canções de Nevermind, incluindo “Breed”, “Lithium” e “Polly”, além de músicas como “Sliver”, “Aneurysm” e uma cover de “Jesus Doesn’t Want Me for a Sunbeam”, do Vaselines (registrada posteriormente pela banda no Unplugged MTV, em 1994, pouco antes do suicídio de Kurt Cobain).
O show do Paramount, transferido de filme de 16mm e multi-trilha de áudio, é o único concerto do Nirvana filmado em película, portanto estará disponível em imagem de alta definição de 1080p e som surround 5.1 descompressado.
Foi formado na Inglaterra em 1977, em meio à cenapunk. Primeiro, chamava-se "RKO" e, posteriormente, "Radio". Durante um tempo costumavam se apresentar alternando o próprio nome entre "The Psychedelic Furs" e "The Europeans", até finalmente escolherem a primeira opção como nome permanente.
O primeiro álbum da banda foi lançado em 1980 e há quem diga que há nele uma grande influência de David Bowie. Com o mesmo nome da banda, o disco entrou para o Top 20 Hits do Reino Unido, o que não o impediu de ser um relativo fracasso comercial.
O pernambucano Chico Science (1966-1997), líder do mais representativo movimento da música pop brasileira dos últimos anos, é o tema deste Mosaicos, que apresenta as participações dos integrantes da banda Nação Zumbi, Fred 04, Siba, além de depoimentos de Herbert Vianna e dos jornalistas Xico Sá e Renato L. Mesclando gravações inéditas com imagens do acervo da TV Cultura,
o programa narra a trajetória artística de Chico Science, recuperando sua participação em diversos programas da emissora, a exemplo do “Especial Mangue Beat”, “Ensaio” (1996), “Bem Brasil” (1996), “Metrópolis” (1994) e “Vitrine” (1996).
Álbum conceitual baseado na história de Väinämöinen, personagem principal no folclore da Finlândia, o Amorphis retoma – para a alegria dos saudosistas – a temática focada no Kalevala, livro de poemas do escritor Elias Lönnrot baseado nas velhas lendas da “terra dos mil lagos”. São treze temas muito bem construídos e cheios de personalidade, marca registrada em se tratando de grupos escandinavos. A bolachinha inicia com a épica “Battle for Light” e só melhora com a seguinte, “Mermaid”, ambas de autoria do tecladista Santeri Kallio, que simplesmente assina quase a metade do track-listing.
“My Enemy”, outra grande canção, mantém a empolgação e parece bem colocada ao lado do primeiro single, a ótima “You I Need”. Os timbres de Kallio são belíssimos, bem como o refrão grudento e as harmonias simples. Em contrapartida, as intrincadas “Song of the Sage” e “Three Words” nos remetem ao estilo progressivo do clássico álbum Elegy (1996), especialmente pelos riffs certeiros de Holopainen e Tomi Koivusaari. Outro que merece aplausos é o baterista Jan Rechberger, sempre com viradas certeiras e um peso fora do comum nos tambores.
A versatilidade de Tomi Joutsen é enaltecida nas inspiradas “On a Stranded Shore”, a soturna “Escape” e em “Crack In a Stone”, uma das minhas favoritas. Seu estilo calcado no doom e vozes agressivas fazem dela candidata a integrante fixa dos próximos set-lists do Amorphis. “The Bignning of Times”, a música, encerra com maestria o álbum. Quem vem acompanhando os passos da banda desde sempre pode ouvir sem receios; aos mais ortodoxos já não tenho certeza se posso dizer o mesmo.
Amorphis - The Beginning of Times Nuclear Blast/Rock Brigade Records/Laser Company - 2011
Line-up: Tomi Joutsen – Vocal Esa Holopainen – Guitarra Tomi Koivusaari – Guitarra Niclas Etelävuori – Baixo Santeri Kallio – Teclado Jan Rechberger – Bateria
Track-list: 1. Battle for Light (05:35) 2. Mermaid (04:24) 3. My Enemy (03:25) 4. You I Need (04:22) 5. Song of the Sage (05:27) 6. Three Words (03:55) 7. Reformation (04:33) 8. Soothsayer (04:09) 9. On a Stranded Shore (04:13) 10. Escape (03:52) 11. Crack in a Stone (04:56) 12. Beginning of Time (05:51)
"The Hunter" é mais direto que o seu antecessor, "Crack the Skye". Há muita melodia, o que faz com que o disco seja mais amigável do que o costume. De uma certa forma, o grupo abriu mão da abordagem avant-garde dos trabalhos anteriores, concentrando-se em uma sonoridade mais tradicional, porém não menos criativa. Com canções baseadas em riffs pesados, que sempre surgem amparados pelo baixo cheio de groove de Troy Sanders, "The Hunter" é um álbum incrivelmente cativante. Nele, a banda passou por cima de seus limites novamente, apresentando uma nova faceta de sua múltipla personalidade.
O timbre das guitarras remete, em algunsmomentos, ao Black Sabbath. A ótima “Curl of the Burl”, por exemplo, é puro stoner. A inquietude do grupo faz com que cada composição jogue novas cartas na mesa, diferenciando-se da anterior. O fato de o disco ser apenas o segundo trabalho não conceitual do conjunto – o primeiro foi a estreia "Remission", de 2002 – intensifica essa pluralidade. No entanto, apesar de diferentes entre si, as faixas constróem um todo coeso, unificado em sua essência e coração – a própria banda.
Não vou apontar destaques, porque isso seria simplificar e reduzir o álbum a uma mera peça de consumo instantâneo e descartável. "The Hunter" é muito mais do que isso. Suas treze faixas formam uma obra de arte que não será esquecida tão cedo e colocam o grupo lá na frente, sozinho, com uma foice na mão, abrindo caminho e rompendo barreiras com o seu som, mais uma vez.
O Mastodon não respeita convenções, não segue regras, não conhece limites. É isso que o faz único e tão diferente de tudo o que existe.
Eis aqui um álbum que todos deveriam ouvir.
Faixas: Black Tongue Curl of the Burl Blasteroid Stargasm Octopus Has No Friends All the Heavy Lifting The Hunter Dry Bone Valley Thickening Creature Lives Spectrelight Bedazzled Fingernails The Sparrow
Pra começo de conversa, a música do grupo está mais swingada, tem mais groove, está mais malandra. O alto astral se mantém lá em cima, naquela sonoridade ensolarada característica de todo trabalho que envolve Sammy Hagar. Ao invés de seguir um caminho semelhante ao do primeirodisco, a banda inseriu, corajosamente, elementos de outros gêneros em sua música, como pop, soul e blues, em uma variação que surpreenderá o ouvinte. Dessa maneira, "Chickenfoot III" é um trabalho inesperadamente diversificado, o que poderá decepcionar um pouco quem está esperando um cópia do debut.
A qualidade e a experiência de Hagar, Satriani, Anthony e Smith é um diferencial tremendo, e juntar os quatro em uma mesma banda é covardia. Assim, tudo exala um bom gosto e uma classe difíceis de serem encontradas por aí. Sammy continua sendo uma dos melhores vozes do hard rock, cantando de maneira brilhante. Michael, além de um baixista inquestionável, é dono de um dos melhores backing vocals do som pesado. A banda sabe disso, e usa esse fator a seu favor. E Chad Smith impressiona por tocar, mais uma vez, de uma maneira totalmente diferente daquela que estamos acostumados a ouvir no Red Hot Chili Peppers, reinventando-se de uma forma possível apenas para quem é grande em seu instrumento.
O mais legal no Chickenfoot, porém, é poder escutar um músico do gabarito de Joe Satriani, inegavelmente um dos maiores guitarristas da história, acompanhado por uma banda de verdade e não apenas gravando discos solos instrumentais. A técnica de Satriani é inigualável, e vê-lo usando tudo o que sabe nas composições do Chickenfoot, respeitando as dinâmicas de cada músico e assumindo o protagonismo na hora certa, é sensacional. Ainda sobre a guitarra, vale um comentário: o timbre de Satriani no disco é de outro mundo, com doses certeiras de distorção, porém mantendo um som mais limpo em seu instrumento, que sai das caixas de som de forma cristalina.
Quem curtiu o primeiro disco irá adorar as ótimas “Alright, Alright”, “Up Next” e “Big Foot”. A banda surpreende ao entrar sem medo no território do soul em “Come Closer”, e o resultado é muito positivo. “Dubai Blues”, com sua estrutura feita sob medida para a inserção de jams nas apresentações ao vivo, mostra o quarteto em um blues rock clássico, enquanto “Something Going Wrong” é outra surpresa e tanto, uma belíssima faixa contemplativa construída com violões e banjos. Merece menção também “Three and a Half Letters”, cuja letra retrata o delicado momento econômico vivido pelos Estados Unidos através de trechos de cartas enviadas pelos fãs para a banda. Sem dúvida, uma maneira inusitada de tratar de um problema que preocupa não apenas os norte-americanos, mas todo o mundo.
"Chickenfoot III" é um excelente disco. Diferente da estreia, com certeza, e por isso mesmo, em diversos momentos, tão surpreendente. O legal é que ele sairá por aqui via Hellion Records, que também lançará o primeiro álbum do quarteto, até então inédito no Brasil, em uma caprichada edição dupla cheia de bônus.
Faixas: Last Temptation Alright Alright Different Devil Up Next Lighten Up Come Closer Three and a Half Letters Big Foot Dubai Blues Something Going Wrong (Hidden Untitled Bonus Track)
Duplo, o disco ganha lançamento nacional pela Hellion Records em CD duplo a preço de CD simples. Ou seja, você leva o dobro e paga por apenas um disco! O conteúdo dos disquinhos irá agradar os fãs do grupo, já que mostra a banda desfilando com grande autoridade os seus maiores hits, com uma segurança e um pique um tanto incomuns para artistas com décadas de estrada.
Hansen canta com imensa categoria não só as faixas que gravou originalmente, mas, sobretudo, o vasto catálogo de sucessos do Foreigner, não deixando um pingo de saudades de Gramm. Entre os destaques, menção mais que especial para “Waiting for a Girl Like You”, “Urgent” e a arrasa quarteirão “Hot Blooded”.
"Can't Slow Down … When It's Live!" prova na prática que o Foreigner, considerado por muitos o pai do AOR, está com o tanque cheio e grande apetite para seguir na estrada por mais alguns anos. A escolha de Kelly Hansen se consolida como acertada nesse duplo ao vivo, um disco ótimo e saboroso como um vinho da melhor safra.
Faixas:
CD1 Double Vision Head Games Cold as Ice In Pieces Blue Morning, Blue Day Waiting for a Girl Like You When It Comes to Love Dirty White Boy Starrider
CD 2 Feels Like the First Time Urgent Juke Box Hero Long, Long Way From Home I Want to Know What Love Is Hot Blooded Can't Slow Down (bonus track)
E quais seriam eles? Em Spelled in Waters, por exemplo, há o uso do violão, tocado por MARCUS SIEPEN, do grupo conterrâneo de power metal BLIND GUARDIAN. Neuer Wind é a primeira da banda a ser cantada em alemão, língua nativa de todos os membros exceto o baixista. A bela Master of the Wind, segundo cover deles do MANOWAR, tem o piano como instrumento base, deixando os outros vocalistas em segundo plano, com exceção de INGA SCHARF, que canta a letra inteira praticamente sozinha. A bônus Betrayed tem até um trecho orquestrado para acompanhar os músicos. A faixa final, A Storm to Come, tem mais de 9 minutos, sendo a mais longa do grupo até hoje e uma das melhores do álbum.
Como tem sido feito nos álbuns do grupo, não houve apenas uma participação especial: JOAKIM BRODÉN, do SABATON, também participa em uma faixa, um cover de sua própria banda: Primo Victoria. Como em outros álbuns, há vários covers além dos mencionados acima: Bed of Nails, do ALICE COOPER; e Bad to the Bone, do RUNNING WILD.
Break the Silence repete a fórmula que o VAN CANTO tem usado nos seus últimos discos, com mais alguns elementos novos. Talvez menos de dois anos foi um período muito curto para lançar outro álbum, pois faltou um pouco de sal neste. Destaque para The Seller of Souls (que já ganhou um vídeo), Neuer Wind, Master of the Wind, Betrayed e A Storm to Come.
Tracklist: 1 - If I Die in Battle - 4:46 2 - The Seller of Souls - 3:24 3 - Primo Victoria (Sabaton cover, featuring Joakim Brodén from Sabaton) - 3:44 4 - Dangers in My Head - 4:05 5 - Black Wings of Hate - 4:41 6 - Bed of Nails (Alice Cooper cover) - 3:37 7 - Spelled in Waters (featuring Marcus Siepen from Blind Guardian) - 4:26 8 - Neuer Wind - 3:21 9 - The Higher Flight - 5:00 10 - Master of the Wind (Manowar cover) - 6:09 11 - Betrayed - 4:58 12 - Bad to the Bone (Running Wild cover) - 4:52 13 - A Storm to Come - 9:13
Edu realmente é um músico diferenciado, como pudemos conferir desde seus tempos de SYMBOLS, tanto nos vocais como nas composições. E mais uma vez está acompanhado por grandes músicos neste novo registro, mantendo a formação do disco anterior, inclusive com o seu companheiro de ANGRA Felipe Andreoli no baixo.
E logo de cara, podemos constatar que este é o disco mais diversificado (e ousado) musicalmente da carreira de Edu, com grandes composições, que trazem diversos elementos, que vão do metal progressivo ao thrash metal, passando pormomentos mais stoner, com bastante groove, mas sempre com uma maior inclusão de peso nas composições, tanto nos riffs de guitarra como em alguns vocais mais agressivos de Edu, mas sem perder as características melódicas que o levaram ao sucesso. Em comparação com o disco anterior, podemos dizer que “Motion” é mais direto e agressivo.
Alias, o trabalho dos guitarristas Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber é um dos grandes destaques do trabalho, com riffs pessadíssimos e solos muito criativos. Além disso, como sempre, deve ser enaltecido o trabalho de Edu, que cada vez mais evolui sua voz, tanto nas partes mais agressivas como nas mais melódicas, mostrando o porque de ser considerado por muitos como o melhor vocalista do Brasil, e um dos melhores do mundo.
Todas as composições são muito bem estruturadas e arranjadas, com muita maturidade e competência dos músicos envolvidos, como podemos constatar nas excelentes e pesadas “Hypnotized” e “Living and Drifiting”, com riffs agressivos (beirando ao thrash metal), além de belas linhas de voz, com varias variações entre o melódico e agressivo; “Zombie Dictator”, com vocais ultra rasgados, sendo a mais pesada do trabalho; e as quebradas “Trace of Trail” e “Daydream Lucidity”, com muito peso e técnica.
Apenas faço uma ressalva para a mixagem do trabalho, pois em algumas partes mais pesadas o vocal ficou um pouco baixo em comparação com as guitarras, mas nada que comprometa o excelente resultado do material.
Mais um grande registro do ALMAH, mostrando toda a capacidade e ousadia de Edu e seus companheiros, e tem tudo para fincar de vez o nome da banda entre as melhores bandas de metal do Brasil, e, porque não, do mundo. Até agora, na minha opinião, o melhor disco nacional do ano.
Formação: Edu Falaschi - Vocals Marcelo Barbosa - Guitars Paulo Schroeber - Guitars Felipe Andreoli - Bass Marcelo Moreira - Drums
Track List:
1. Hypnotized 2. Living and Drifting 3. Days of the New 4. Bullets on the Altar 5. Zombies Dictator 6. Trace of Trait 7. Soul Alight 8. Late Night in 85 9. Daydream Lucidity 10. When and Why